segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Group traveller X Lone Ranger

Batendo perna (não carteira!) na Rodeo Drive - Beverly Hills
Antes de chamar outras pessoas para sua viagem, pare e pense com seriedade e sinceridade que tipo de viajante você é (group traveller ou lone ranger) e não tenha vergonha/medo de se assumir uma pessoa que goste de viajar sozinha. Acredite: é bem melhor do que ter uma má experiência. Sempre lembrando que, porque você viaja sozinho, não quer dizer que você fique sozinho. E mais: viajar só lhe isenta de ficar negociando horários, passeios, orçamentos, etc. Você faz da sua viagem O QUE VOCÊ QUISER!
Se você prefere um grupo, seja por achar mais divertido, seguro ou econômico (hospedagem geralmente fica bem mais em conta), selecione bem a galera. Conhece o ditado: quer conhecer alguém, viaje com ela. E se você não tomar certos cuidados (use a mesma sinceridade que usou com você, com os outros) fica tudo cansativo, chato e caro ao invés de relaxante, interessante e um excelente custoXbenefício. Pense que a quantidade ideal de pessoas varia de acordo com o tipo de viagem, as idades e as próprias pessoas. Acredite, tem gente que funciona perfeitamente bem em pequenos grupos e surta em médios a grandes. Melhor não arriscar.
O nível financeiro também pode influenciar, pois ter condições de pagar a passagem e a hospedagem não é suficiente para bancar uma viagem, uma vez que os passeios e saidinhas à noite são bastante onerosos mesmo em viagens de baixo custo, a não ser que você viva exclusivamente de McDonald's (que nem é tão barato assim). Se uma pessoa está menos favorecida financeiramente pode começar o auto-boicote-grupal (não fazer atividades para não excluir o colega/amigo), o que é extremamente broxante, afinal você quer se divertir (e diversão geralmente tem custos!). A não ser que seja um grupo altamente criativo...
Mas também viajar em grupo pode não ser problema se o grau de maturidade e liberdade estabelecido for tal de maneira que, quando as opiniões e gostos divergirem, é cada um pro seu canto fazendo o que quiser. Lembre-se: vocês não nasceram colados!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Datas

Datas, ah, datas!

Night life - Miami Beach
Determinantes no processo. Como escrevi no texto inicial, depende do tipo de turismo que você pratica. Eu, particularmente, fujo de festas, festivais, aglomerações, especialmente as de rua (Carnaval é uma delas), mas recomendo pesquisar o que geralmente acontece antes de se programar, ou melhor, o que não acontece no lugar a visitar no período escolhido.
Digo isso porque quando fui ao Canadá uma das coisas que gostaria de ter feito era assistir a uma partida oficial de hockey, portanto não deveria ter ido em AGOSTO! Outra atividade que teria me interessado era uma partida de basquete NBA, mas como viajei no final de agosto e durante o mês de setembro (em função do US Open), a temporada estava de recesso (tinha acabado de terminar e iria começar uma ou duas semanas depois do meu retorno). Ficou para a próxima...
Outros fatores a se levar em consideração são as questões climáticas em geral, especialmente em lugares onde há tornados ou inundações. Parece brincadeira para nós brasileiros que enfrentamos uma chuva mais intensa aqui e outra ali, mas em países como os EUA (especialmente Flórida), setembro a dezembro são meses mais críticos onde muitas das atividades interessantes ficam suspensas ou em estado de alerta. Não estive nos EUA em época de neve, mas tenho amigos que vivem lá e dizem que não é brincadeira, inclusive a questão de dirigir na neve é muito complexa para quem não tem experiência. Agora... se você sonha em ver neve e colocar na boca pra ver se tem gosto, vá fundo na aventura, mas tente entrar em contato com moradores locais para se informar dos DETALHES, pois é nos DETALHES que a coisa fede. Sugiro o site do couchsurfing, onde as pessoas são extremamente abertas à troca de experiências e informações locais. Uma dica: quando a passagem de avião for muuuuuuuuuuuito barata em uma determinada época, verifique com cautela se há alguma limitação a respeito de atividades climáticas em países com histórico negativo nesta questão.
Finalmente, as questões de eventos pode onerar sobremaneira sua viagem se essa for sua programação. Todos os custos aumentam (passagens, hospedagens, alimentação, etc.) e os lugares perdem um pouco aquele ar natural. De resto: DIVIRTAM-SE!


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dias, lugares...

Outra coisa a se levar em consideração é a quantidade de dias e lugares a visitar...
Geralmente 3 a 4 dias são suficientes para se estar em algum lugar interessante, mas se for muuuuuito interessante (como New York ou Paris) ou com muuuuuuuitas atrações (como Las Vegas ou Disney), sete dias são o ideal e se o lugar for mais simplório quanto a turismo, não mais que dois.
Sugiro programar uma viagem de aproximadamente vinte dias no total e no máximo quatro a cinco lugares. Ficar pulando de cidade em cidade implica em fazer e desfazer malas que além de chato, aumenta a possibilidade de esquecer coisas pelo caminho e perda de tempo nos traslados. Sem contar que sempre gostamos de "adquirir" uma lembrancinha de cada lugar que visitamos e terminamos a viagem com uma mala extra cheia de bagulho pros parentes.
Dependendo o tipo de turismo que você faz, a quantidade de dias pode ser infinita... Como não sou praticante de viagens de "catálago de turismo", tento não ficar limitada ao "que todo mundo já fez ou viu". Gosto de me perder pelas cidades (mas com uma mapa ou GPS na mão para achar o caminho de volta!), pegar busão e ficar olhando os lugares para tentar descobrir pedacinhos naturais das redondezas que não estão nestes catálogos, como os brechós que são realmente brechós, feiras de comidas sem ser aquelas para turistas, exposições e barzinhos com artistas locais, cultos religiosos que acontecem naturalmente no meio da rua (assisti a um no Brooklyn em setembro/13), arquiteturas tão encantadoras quanto às grandes construções, dentre várias outras experiências espontâneas que estão disponíveis 24/7. Se for pegar referências de coisas legais para experimentar, converse com alguém em um supermercado, metrô, uma loja ou restaurante onde você estiver tomando uma cervejinha. Eles sempre tem ótimas recomendações! Ok, se preferir, vá a um Information Desk e se atualize. Nada lhe impede.
Chegando à Linda São Francisco
Ah! Não se esqueça de programar também alguns dias (pelo menos dois) para descansar antes de retornar às atividades do dia a dia, seja trabalho ou estudo. Por mais que os transportes estejam melhores e mais rápidos a cada dia, o corpo sempre sente as mudanças de ritmo, clima, comida e as longas horas nas latas de sardinha que alguns aviões ainda são (se você viaja de primeira classe, não deveria estar lendo este blog!). Sem contar checkins, conexões, subidas e descidas de aviões... Afinal, we're not getting any younger!