segunda-feira, 4 de novembro de 2013

LA - Uma Cidade dos Anjos

De SF fui para Los Angeles de ônibus durante a madrugada. Por mim, foi tudo tranquilo e como fiquei hospedada em um trailer de duas irmãs gêmeas (que contratei via Airbnb por um preço justo), uma delas me pegou na rodoviária sem custo adicional às 6h. Achei isso bem legal. Tirando o calor do inferno!!!
Quando estava em SF muitas pessoas me falavam que LA não era interessante, que não havia nada diferente para se fazer lá e sem carro era pior ainda. Discordo. O passeio quem faz é o viajante, portanto me dei o direito de investigar. Além do quê fui, vim, subi e desci de transporte público mesmo (e tenho duas estórias hilariantes sobre isso...)
Biblioteca a céu aberto!
Achei a estética da cidade bonita, com ruas limpas e bem organizadas. Passeamos pelo prédio da Prefeitura e pelo centro da cidade, onde há uma praça com casinhas que se parecem com de pássaros onde você coloca/tira livros, como se fosse uma biblioteca a céu aberto, chamadas Grand Park Little Libraries (dá vontade de chorar!).
Em um dos dias, decidimos bater perna em Beverly Hills e demos uma de Pretty Woman na Rodeo Drive (de bermuda de moletom e tênis, chegando de busão) e o engraçado é que ninguém dá bola se você está coberto de diamantes ou de Havaianas (apesar que Havaianas no exterior são OURO! Uma boa dica de presente quando viajar ao exterior).
Meryl Streep de cera (Ui!)
Conhecemos também Little Tokyo, Chinatown, o Bairro Mexicano (onde comemos uma deliciosa comida típica) e obviamente fomos passear na Hollywood Boulevard, ver a calçada da fama, cheia de gente não-famosa fantasiada de personalidades e personagens cobrando para tirar foto com eles. Olha, por mais que eu fuja dos passeios turísticos óbvios, a calçada da fama é um must. Infelizmente não foi possível subir ao Hollywood Sign para visitar o Planetário, pois não havíamos programado nosso dia muito bem e para valer à pena deveríamos ter chegado mais cedo. Nos finais de semana há transporte público que leva os turista até o topo, caso contrário ou é muita perna ou muitos dólares de táxi... Na avenida principal tem de tudo: comida, bares, souvenirs, teatros, espetáculos. O museu Madame Tussauds (de cera) é o "ó" de horripilante, os bonecos parecem realmente estar vivos. Chega a dar um certo desconforto. E dizem que o de NY é maior. Ôxi! Fique de olho nas promoções no site e economize uns bons dólares (
http://www.madametussauds.com/hollywood/)
Union Station Master Hall
Outro lugar interessante de se visitar é a Union Station, com uma arquitetura e estética belíssimas, com um quê retrô e onde você pode tomar um café lendo um livro.
De Los Angeles você pode pegar um ônibus urbano e em 40 minutos vocês está em Santa Mônica, uma lindíssima cidade praiana, que merece um post à parte.

Enfim... Los Angeles é, sim, interessante. Depende do seu espírito e humor durante sua visita. Esteja aberto e sua viagem e os lugares visitados serão sempre especiais.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sausalito e o espírito livre!

Sausalito é bela. Uma sofisticada cidade litorânea turística com lojinhas, bares e restaurantes muito fofos para se visitar.

Mas, independentemente do quão fofa é a cidade, o mais interessante foi a forma inusitada que chegamos lá. Como disse, não tínhamos as informações completas que precisávamos sobre transporte Kentfield - SF e, tendo acordado um pouco mais tarde, perdemos o commuter bus para o centro. Achamos que poderíamos pegar um táxi ou andar até o ponto de ônibus onde uma outra linha de ônibus (a 22) passaria. Não, não poderíamos. Andamos por quase uma hora e nada de táxi, ônibus alternativo ou qualquer outra coisa que nos tirasse dali. Só um monte de carros particulares passando pela via de quatro pistas, a maioria somente com o motorista. Aí tive a brilhante ideia: vamos pedir carona!
Mazda RX-7, só que dourado
Pois é, fiquei uns 15 minutos tipo "vai-não-vai", num misto de vergonha e receio, até que, tendo as opões de conseguir um transporte altamente reduzidas, meti o dedão e, acreditem, A PRIMEIRA MOTORISTA que me viu pedindo carona, abriu um largo sorriso e parou seu carro sport anos 70 (não sei qual era exatamente, mas parecia algo como um Mazda) e a aventura começou.
Nossa motorista disse que não via gente pedindo carona estilo "dedão" desde os anos 70 e que tinha parado porque aquilo era muito inesperado para ela. Quando descobriu que íamos para SF, ela nos disse que não poderia nos levar até lá, pois estava indo a San Rafael, uma cidade a 4km de Sausalito, então pedimos que nos deixasse no porto de Marin e de lá pegaríamos o ferry. Papo vai, papo vem descobrimos que nossa carona era do Peru (algo nada estranho para a Califórnia, composta por 200% de imigrantes ou filhos de imigrantes latinos) e aí a coisa foi longe... Ela insistiu em nos levar para almoçar em um In & Out, deduzindo que, como pedíamos carona, éramos duas mortas de fome quebradas e ferradas. Conversamos por horas e percebemos que não somos as únicas aventureiras no planeta e que porralouquice não cura com o tempo. Ela nos contou sobre sua vida de viagens pelo mundo e aventuras, compartilhou sua visão de vida e nos emocionou a cada minuto ao ver a vivacidade naquela peruana de mais de 60 anos.
Finalizamos nosso encontro com Rosamaria nos deixando em Sausalito, por vontade dela, às 3 da tarde, almoçadas, seguras e encantadas. Na despedida, dei um chaveiro de lembrança para nossa nova amiga que mais uma vez nos surpreendeu com a pérola: "obrigada, mas a essa altura da vida estou é me desfazendo das coisas, não acumulando mais" (tapa na cara!). Ainda meio zonzas com os acontecimentos recentes, passeamos à pé pela pequena cidade por umas duas horas e só então pegamos o ferry para SF, onde encontraríamos nossos recentes amigos brasileiros (Kiko e Lau) que tocam MPB em bares locais.
Recentemente recebemos um e-mail de Rosamaria nos informando que está planejando sua viagem ao Alaska. Pode? Pode!


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

San Francisco

Cheguei aos EEUU por São Francisco, fazendo somente duas conexões, o que fez da minha chegada algo bem tranquilo. Minha home, sweet home era em Kentfield, uma cidade bucólica, segura e silenciosa, porém sem muitos atrativos a 30 minutos de SF, passando pela linda Golden Gate Bridge. Ficar em cidades circunvizinhas às vezes pode reduzir os custos (se você estiver pagando, o que não era o meu caso), mas deve-se sempre considerar os custos e alguns inconvenientes de transporte. No caso de Kentfield, havia me informado via Google Earth sobre as linhas de ônibus que me lavariam a SF, só não contava que estas linhas só operavam no início do dia indo e no final do dia vindo (os chamados commuter buses), o que me causou uma perrenga danada quando descobri, mas que fez do meu dia algo altamente divertido e interessante. Escreverei sobre esta aventura em um post exclusivo mais tarde. Portanto, informe-se: http://www.sfmta.com/.
São Francisco é uma cidade linda, com um clima agradável e gente bonita, educada e acessível. Cara ($$$), mas vale a pena visitar, comer bem e se divertir. O transporte público é eficiente, mas eu me virei bem à pé mesmo. Você pode passear pela cidade via cable car (vulgo bondinho), mas achei os trajetos curtos e os preços caros. Preferi investir em comida e passeios. Como estive lá em agosto, os dias eram bem agradáveis e promoveram bons passeios. Alguns deles foram o ferry boat de Marin City a São Francisco, passando por Alcatraz. Prepare-se para um frio tremendo no ferry se você optar pela área externa. E muitas gotículas de água salgada na cara.
Alcatraz é um ponto turístico concorridíssimo e não muito barato, oferecendo visitas noturnas inclusive. Para comprar o ingresso, sugiro acessar o site pelo menos uma semana antes, pois está sempre lotado e se não conseguir reservar/comprar pelo site, você fica nas mãos de agências de turismo que cobram uma fortuna e sempre com um passeio pela cidade, mesmo você não querendo. http://www.alcatrazcruises.com/.
A óbvia foto da ponte...
Fisherman's Wharf também é um lugar a se visitar, com muitas lojinhas de souvenir e barraquinhas de comida do mar. Já o Pier 39 é um ponto turístico onde ficam os leões marinhos, engraçados e barulhentos. Neste espaço há uma boa variedade de comidas e atividades para aqueles que vem de fora. A comunidade GLBT (ou qualquer que seja a denominação do momento) é muito bem-vinda na cidade, com atividades direcionadas inclusive. Não vivenciei nenhuma, portanto se o fizer, me conte...
Como encontrei brasileiros, a vida noturna ficou muito rica em pubs com MPB e foi interessante ver a relação que os gringos têm com a nossa terrinha. É muito curioso como eles nos vêem (e morrem de inveja  "branca" nos vendo sambar - kkkk). Quanto ao idioma, se você não fala inglês (não entendo o porquê disso ainda!), espanhol vai muito bem, obrigado. É uma cidade de muitos imigrantes, a maioria hispânicos, portanto, vá com fé! Compras tipo Miami Outlets não são uma opção em SF. Na verdade, compras não são uma opção em SF, só o útil e necessário... :(

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Memories...

The Book of Secrets
Bem, sempre que viajo gosto de fazer anotações. Aliás, começo antes mesmo de embarcar. Sempre tenho um caderno de notas comigo onde registro todas as informações que já tenho como números de voo e horários, endereços de hospedagem e lugares a visitar, telefones de contatos, linhas de metrô e tarifas, códigos de reservas, etc. Vai que a internet não esteja disponível em algum momento de crise (já aconteceu comigo)!
Durante a viagem, tiro um momento mais tranquilo do dia e anoto as atividades mais marcantes: lugares visitados, pessoas que conheci, comidas que experimentei, sensações vividas, bem como os gastos do dia para manter o controle do orçamento (máximo de $100/dia). Estas anotações servem como memória pessoal e referência futura para recomendar aos amigos alguma coisa divertida, interessante, exótica ou até mesmo alertar sobre as frias que entramos. Não precisa ser um texto profundo, poético ou jornalístico. Somente o que passar pela cabeça ou vier do coração. Você verá que anos depois muitos sentimentos bons ficarão preservados.
Quanto a fotos, lembre-se de que com a moda digital podemos registrar toda e qualquer coisa o tempo todo e depois verificar qual ficou melhor, editar, recortar, ampliar, copiar, revelar, etc. Revelar... parece que quase ninguém revela fotos mais, mas eu sou das antigas. Seleciono umas 100 e revelo, geralmente em papel fosco e com borda branca e monto um álbum bem legal. Não custa nada fazer um backup em um DVD ou arquivar nas nuvens. Também faço um vídeo despretensioso via Windows Video Maker com estas fotos, com trilha sonora e tudo e às vezes posto no Youtube. É divertido assistir de vez em quando e, postando na rede, os amigos que quiserem podem ver e comentar sem necessariamente ter que rolar um rendez-vouz. Mas para um pequeno grupo de amigos mais próximos (que estejam realmente interessados) marque um queijos e vinhos e comente as imagens que despertarem a curiosidade da plateia, pois nada melhor que a narrativa pessoal.
Só recomendo que não seja aquele tipo de turista que fica tão preocupado em registrar tudo para postar no Facebook que perde o fun da viagem.

De resto, enjoy! E me chame para o tal queijos e vinhos!!! :):):)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Precauções

Aeroportos nos EEUU são sempre limpos e bem sinalizados
É, gente. Temos que falar em precauções. Documentos, dinheiro, bagagem, tudo é alvo de malandros. Um segundo e foi-se.
Nos aeroportos, as carinhas mais angelicais, de mocinhas puras e idosos gentis são o mote do bote. São profissionais da ingenuidade e distração, conectados 24/7 geralmente em grupo ou pelo menos em pares.
Por essas e outras que levo pouca bagagem e geralmente colada no corpo. Minha mochila também meio que diz: "aqui viaja um duro", para evitar aquelas terríveis experiências de funcionários das empresas aéreas fazerem de sua bagagem um freeshop pra chamar de seu.
Documentos, cartões e cash sempre ao alcance dos olhos. Escaneie seu passaporte e envie a cópia para você mesmo por e-mail para ter o registro do documento, que é uma nhaca refazê-lo no exterior. De preferência viajo com pouco cash, só aquele mesmo pro chocolate na esquina, refri no parque e tals. Às vezes nem precisamos de muito: nos EEUU hoje em dia quase tudo se faz com dinheiro de plástico, portanto cartão tanto de crédito quanto de débito (nominais e canceláveis) são o que há! Travellers checks acho meio retrô demais.
Sistema Ninja TOP PLUS
Da mesma forma, não carrego comigo bens de valor do tipo joias, relógio, roupas que digam "hey, aqui tem $$$", celulares ou gadgets de última geração e nada, na-da de estimação. Low profile é a chave do sucesso.
Em quarto de hotel, use o cofre. Em locais que você é recebido espontaneamente ou aluga o quarto, mantenha o que for de valor com você ou de alguma forma trancado (desenvolvi um sistema NINJA na minha mochila digno de orgulho - discrete yet efficient). Hostel? Ca-de-a-do! Aliás, quando em viagem, leve sempre com você um cadeado de porte meio-médio -  pode ser aquele de segredo mesmo - que uma hora ou outra, você vai precisar.
Além de se precaver quanto a bens materiais, preste atenção quanto a onde há o passe livre e onde deve ter mais cuidado em certos horários especialmente se estiver sozinho ou for mulher. Na terra do dólar, a sensação de segurança é bem constante, mas não custa não facilitar, portanto: informe-se antes de sair batendo perna por aí. Parece que policiais brotam da terra a qualquer indício de situação suspeita e às vezes nem tão suspeita assim.
A dica? Viaje leve, porém esperto para se cansar somente com os passeios e aventuras...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A(s) mala(s)...

Trilhas e Rumos - sem erro!
Hum... primordial tópico aqui. Determinante para o (in)sucesso e (in)felicidade da sua viagem. Ainda não viajei muito ou tanto quanto gostaria, mas percebi que a máxima "menos é mais" vale muito bem aqui também. Sou adepta da boa e velha mochila nas costas, o que dá mais mobilidade e agilidade, mas cuidado: se você vai andar muito pode dar uma dor nas costas considerável (e uma vontade enorme de chorar). As mochilas Trilhas e Rumos são sem erro, resistentes, práticas com bons compartimentos e sempre bonitas, mas nada acima de 60 litros, pois é o que máximo necessário em suas andanças.
Quando marinheira de primeira viagem, levei trocentas coisas que não usei (18kg na ida), na segunda menos (13kg), na terceira radicalizei e excluí qualquer "três" que houvesse (jeans, tênis, bermuda, etc). Podemos juntar o útil ao agradável comprando umas coisinhas de vestir durante a viagem, que podem inclusive servir de souvenir. Só não dá para economizar muito em peças íntimas, especialmente se for mulher. O tal lava/pendura do chuveiro é de lei, mas às vezes não seca nem com reza brava (ou atrás da geladeira), então, previna-se. Se for homem, já ouvi narrativas do tipo "vira do avesso" ou go commando, mas... éca para as duas!  
Nos EEUU é extremamente comum, barato e prático lavar de roupas em lavanderias onde se paga por kg ou carga. Compra-se o sabão e amaciante em qualquer supermercado ou na própria lavanderia. Toma em média 2 horas de seu tempo; tempo esse que pode ser usado para organizar seus planos, orçamento, verificar e-mails ou realizar pesquisas na internet.
Agora... JAMAIS ponha os pés fora de casa sem antes verificar o clima do local a visitar. Pode não parecer, mas faz uma brutal diferença acertar ou errar no vestuário. Como moramos em um país tropical, achamos que aqui é que é quente e tals. Tanto nos EEUU quanto na Europa, calor pode derrubar um, portanto roupas leves e proteção solar são de lei! E quanto ao frio, se achar que não vale a pena comprar casacos pesados os quais não usará aqui na terrinha, pode comprar algum lá mesmo em thrift stores (lojas de objetos usados) por uma pechincha. Se for o caso, deixa por lá mesmo ou vende de volta para este tipo de loja para reduzir os custos (o que não rende grandes coisas, porém). Uma vez tive que comprar um guarda-chuvas em NY... E sempre levo ou compro um boné.
Acima de tudo priorize roupas e calçados confortáveis e que você não vai ter dó de gastar (sentar no chão, andar por alguma trilha barrenta, por exemplo). Eu não perco tempo com perfume ou maquiagem, salto alto, bijoux e coisas a fim. Levo um par de tênis muito bom e resistente pro batidão, um par de keds mais bonitinho e um par de chinelos (para eventuais banhos em superfícies obscuras). Como já disse, meu tipo de turismo não é o de balada ou partying hard, mas sim bater perna por aí e ver o que há. Biquini, gente, mesmo que estiver indo ao Alasca! One never knows... É diabético, hipertenso, alérgico ou sofre do coração? Que tal não esquecer os remédios (e de quebra levar mertiolate e uns band-aids)? Se você, mulher, for um tanto exigente quanto a sua marca favorita de absorvente, leve daqui por garantia.
Na bagagem de mão, documentos, dinheiro e cartões de crédito e/ou débito, câmera fotográfica e/ou smart phone, um caderninho de anotações, uma jaqueta que pode enfiar numa garrafa que não amassa, uma nécessaire com o necessário e muita disposição. Jamais líquidos acima de 100ml ou objetos pérfuro-cortantes para evitar a chatice do X-ray.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Para chegar

Como vivemos em um mundo onde (quase) tudo pode ser feito pela internet, as passagens de avião (se você for fazer uma viagem mais distante, recomendo) podem ser pesquisadas online e às vezes as promoções podem ajudar a definir melhor a época e o lugar a ser visitado. Acabou-se o tempo quando precisávamos de agências de turismo para "decidir" tudo por nós.
Há vários sites de busca e comparação de preços, bem como os sites das próprias empresas aéreas. Eu geralmente uso a Decolar.com (acredite, é sim, eficiente) e já usei Expedia.com e ambas foram eficazes. Tenho conhecimento de amigos próximos que a Americanasviagens.com também funciona bem e tem bons preços. O negócio é ter tempo e paciência para fazer inúmeras simulações. Além de preço, deve-se levar em conta a quantidade e tempo de conexões, principalmente quando temos que fazer imigração e pegar bagagem para trocar de avião (em voos internacionais, nada menos que duas horas).
A companhia aérea também influencia (e muito) na hora de decidir. Entre American Airlines e Delta, fique com a primeira, mas das que já usei internacionalmente a Lufthansa é TOP! A TAP oferece um bom custo X benefício, mas as duas últimas são para voos Brasil - Europa e não Brasil - EEUU.
Para traslados internos, dependendo da distância, use ônibus ou trens. Considere que, em muitas cidades grandes, os aeroportos por si só já são bem longe e o tempo de antecedência para fazer o checkin pode alongar sua viagem mais do que o necessário e às vezes não compensa em custos. Rodoviárias geralmente são mais centrais e têm inúmeras linhas de ônibus urbanos que conectam a todo o resto da cidade. Nos EEUU me recomendaram a Megabus ao invés da Greyhound, apesar que usei esta e nada a reclamar. Disseram que os passageiros da Grey são menos, hum... "interessantes".
No Canadá usei o Alostop.com (um serviço de "carona" onde você meio que só racha a gasosa) para viagens interurbanas e foi ótimo. Além de ser bem mais em conta, vale infinitamente pela companhia do motorista que, em princípio, é aberto a novas experiências. Nos EEUU existe o Lyft.com em São Francisco e Los Angeles, mas você precisa de uma conta, um celular com o app, um cartão de crédito e é somente dentro da cidade. É bem prático, funcionando mais como um "táxi". Quem usa, recomenda.
Já aluguel de carro na terra do Tio Sam é a coisa mais simples do mundo e também dá pra deixar tudo agendado via site. Até hoje só usei a Hertz e deu tudo certo. O que confunde um pouco é que o valor do aluguel do carro é super em conta, mas se você opta por seguros adicionais, pode comprometer o baixo orçamento. Eu fiz somente o seguro contra terceiros e dirigi super de boa, rezando para dar tudo certo. Arrisquei, mas economizei um bocado. Combustível é acessível e o preço varia pouco de cidade para cidade. Para quem gosta de viajar observando a paisagem e parando a cada pouco, é o ideal. Lembre-se que é um pouco mais cansativo, porém. Placas, saídas, entradas e retornos podem te deixar um tanto tenso. E os constantes pedágios, que são um outro custo a considerar.
Agora, nada impede o bom e velho "dedo" caroneiro para novas aventuras. Como sou mulher e moro no Brasil (onde isto é impraticável!) ainda não me arrisquei. Mas mooooooooooooooooorro de vontade!!!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Documentos

Bem, quando se pretende ir aos EEUU (ou para qualquer outro destino internacional que não seja o Mercosul) um passaporte é necessário. Surpreendentemente esse documento não é difícil nem tão caro de obter.  Para os procedimentos oficiais, segue o link do site da Polícia Federal com os documentos necessários, valores e prazos: http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/passaporte. A sugestão óbvia é não deixar para última hora, pois estamos sujeitos a greves e quedas de sistemas e não há alternativas que não a PF para emitir este documento. Calcule geralmente 15 dias antes de iniciar qualquer outro movimento da viagem.
O passo seguinte é a solicitação de visto americano (apesar de "uma conversa" sobre a liberação de obrigatoriedade de visto para brasileiros estar circulando há algum tempo, mas sem efetivação até então). Este momento é extremamente delicado, pois uma falha simples pode arruinar suas chances de aprovação e requer que o formulário seja preenchido por alguém que domine a língua inglesa. Para iniciar a solicitação o site oficial é o https://ceac.state.gov/genniv/. Depois de finalizado o preenchimento, leia, releia e treleia o formulário para que não haja erros de digitação e jamais, JAMAIS minta, pois eles não são tão bobos quanto imaginamos... Imprima (você tem que levar este documento impresso para a entrevista), envie online para a embaixada e se quiser já solicite a entrevista prestando muita atenção quanto aos lugares e datas a solicitar. Às vezes, na mudança de tela ou no recarregamento de página, as informações que você inseriu antes não foram salvas e aí você acaba tendo que ir ao Recife ao invés de Brasília, em um dia que você não poderia.
Quando eu tirei meu visto, fazia-se todo o processo em "uma tacada só". Agora há uma divisão em dois momentos, portanto se prepare para dispensar dois dias, se não conseguir agendar estes momentos para uma mesmo dia (se você der sorte pode acontecer, dependendo da disponibilidade de datas da embaixada pretendida). Não se esqueça de levar todos os documentos que darão base para sua solicitação de visto (e leve mais alguns, just in case), bem como de pagar a taxa requerida (que hoje é de $160.00). Se for uma família, é possível preencher um formulário só e se houver menores pode ser que o mesmo não tenha que comparecer à entrevista (mais informações no site oficial acima).
Não há uma garantia de se conseguir o visto somente por atender todos os requisitos técnicos da embaixada. Há um quociente significativo de subjetividade na avaliação do candidato. Mais uma vez: quanto mais dominar a língua, mais chances se aplicam. O segredo, porém, é "mais é menos". Responda somente o que lhe for perguntado, sem explicaaaaaaaar muito, além de se apresentar bem (roupas mais formais, barba feita, como se fosse uma entrevista de emprego, mas não carece de exageros) e tentar não ficar nervoso. Lembre-se que se não conseguir de primeira, há outras chances e de que você não vai morrer. O nervosismo é um fator que pode comprometer os resultados.
Conseguido o visto, comprada a passagem, atente para o cartão de vacina emitido pela ANVISA (http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home) nos postos dos aeroportos. A solicitação é de ter sido vacinado contra a febre amarela no mínimo 30 dias antes do embarque. Você só tem que levar seu cartão de vacina original que eles emitem um internacional na hora sem custos. Um seguro viagem também é bem-vindo, mas não obrigatório nos EEUU (mas sim na Europa), supostamente. Atenção: portadores de cartões de crédito nível PLATINUM podem já ter seguro viagem gratuito de até 30 dias. Verifique com sua empresa de cartão de crédito antes de contratar um. Se não, este seguro pode ser contratado por telefone ou internet, com seu próprio banco ou com agências de viagens em qualquer momento antes da viagem. Seguindo a mesma lógica de qualquer outra compra, pesquise, pois os preços podem variar. Mas estude as propostas com cuidado, pois os preços às vezes variam porque as coberturas são diferentes (mais amplas ou restritas). Nas minhas viagens, entretanto, jamais me pediram documento de seguro viagem ou cartão de vacina... :(:(:(
Tuuuuuuuuuuudo isto feito, pode começar a esquentar os motores da viagem!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Group traveller X Lone Ranger

Batendo perna (não carteira!) na Rodeo Drive - Beverly Hills
Antes de chamar outras pessoas para sua viagem, pare e pense com seriedade e sinceridade que tipo de viajante você é (group traveller ou lone ranger) e não tenha vergonha/medo de se assumir uma pessoa que goste de viajar sozinha. Acredite: é bem melhor do que ter uma má experiência. Sempre lembrando que, porque você viaja sozinho, não quer dizer que você fique sozinho. E mais: viajar só lhe isenta de ficar negociando horários, passeios, orçamentos, etc. Você faz da sua viagem O QUE VOCÊ QUISER!
Se você prefere um grupo, seja por achar mais divertido, seguro ou econômico (hospedagem geralmente fica bem mais em conta), selecione bem a galera. Conhece o ditado: quer conhecer alguém, viaje com ela. E se você não tomar certos cuidados (use a mesma sinceridade que usou com você, com os outros) fica tudo cansativo, chato e caro ao invés de relaxante, interessante e um excelente custoXbenefício. Pense que a quantidade ideal de pessoas varia de acordo com o tipo de viagem, as idades e as próprias pessoas. Acredite, tem gente que funciona perfeitamente bem em pequenos grupos e surta em médios a grandes. Melhor não arriscar.
O nível financeiro também pode influenciar, pois ter condições de pagar a passagem e a hospedagem não é suficiente para bancar uma viagem, uma vez que os passeios e saidinhas à noite são bastante onerosos mesmo em viagens de baixo custo, a não ser que você viva exclusivamente de McDonald's (que nem é tão barato assim). Se uma pessoa está menos favorecida financeiramente pode começar o auto-boicote-grupal (não fazer atividades para não excluir o colega/amigo), o que é extremamente broxante, afinal você quer se divertir (e diversão geralmente tem custos!). A não ser que seja um grupo altamente criativo...
Mas também viajar em grupo pode não ser problema se o grau de maturidade e liberdade estabelecido for tal de maneira que, quando as opiniões e gostos divergirem, é cada um pro seu canto fazendo o que quiser. Lembre-se: vocês não nasceram colados!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Datas

Datas, ah, datas!

Night life - Miami Beach
Determinantes no processo. Como escrevi no texto inicial, depende do tipo de turismo que você pratica. Eu, particularmente, fujo de festas, festivais, aglomerações, especialmente as de rua (Carnaval é uma delas), mas recomendo pesquisar o que geralmente acontece antes de se programar, ou melhor, o que não acontece no lugar a visitar no período escolhido.
Digo isso porque quando fui ao Canadá uma das coisas que gostaria de ter feito era assistir a uma partida oficial de hockey, portanto não deveria ter ido em AGOSTO! Outra atividade que teria me interessado era uma partida de basquete NBA, mas como viajei no final de agosto e durante o mês de setembro (em função do US Open), a temporada estava de recesso (tinha acabado de terminar e iria começar uma ou duas semanas depois do meu retorno). Ficou para a próxima...
Outros fatores a se levar em consideração são as questões climáticas em geral, especialmente em lugares onde há tornados ou inundações. Parece brincadeira para nós brasileiros que enfrentamos uma chuva mais intensa aqui e outra ali, mas em países como os EUA (especialmente Flórida), setembro a dezembro são meses mais críticos onde muitas das atividades interessantes ficam suspensas ou em estado de alerta. Não estive nos EUA em época de neve, mas tenho amigos que vivem lá e dizem que não é brincadeira, inclusive a questão de dirigir na neve é muito complexa para quem não tem experiência. Agora... se você sonha em ver neve e colocar na boca pra ver se tem gosto, vá fundo na aventura, mas tente entrar em contato com moradores locais para se informar dos DETALHES, pois é nos DETALHES que a coisa fede. Sugiro o site do couchsurfing, onde as pessoas são extremamente abertas à troca de experiências e informações locais. Uma dica: quando a passagem de avião for muuuuuuuuuuuito barata em uma determinada época, verifique com cautela se há alguma limitação a respeito de atividades climáticas em países com histórico negativo nesta questão.
Finalmente, as questões de eventos pode onerar sobremaneira sua viagem se essa for sua programação. Todos os custos aumentam (passagens, hospedagens, alimentação, etc.) e os lugares perdem um pouco aquele ar natural. De resto: DIVIRTAM-SE!


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dias, lugares...

Outra coisa a se levar em consideração é a quantidade de dias e lugares a visitar...
Geralmente 3 a 4 dias são suficientes para se estar em algum lugar interessante, mas se for muuuuuito interessante (como New York ou Paris) ou com muuuuuuuitas atrações (como Las Vegas ou Disney), sete dias são o ideal e se o lugar for mais simplório quanto a turismo, não mais que dois.
Sugiro programar uma viagem de aproximadamente vinte dias no total e no máximo quatro a cinco lugares. Ficar pulando de cidade em cidade implica em fazer e desfazer malas que além de chato, aumenta a possibilidade de esquecer coisas pelo caminho e perda de tempo nos traslados. Sem contar que sempre gostamos de "adquirir" uma lembrancinha de cada lugar que visitamos e terminamos a viagem com uma mala extra cheia de bagulho pros parentes.
Dependendo o tipo de turismo que você faz, a quantidade de dias pode ser infinita... Como não sou praticante de viagens de "catálago de turismo", tento não ficar limitada ao "que todo mundo já fez ou viu". Gosto de me perder pelas cidades (mas com uma mapa ou GPS na mão para achar o caminho de volta!), pegar busão e ficar olhando os lugares para tentar descobrir pedacinhos naturais das redondezas que não estão nestes catálogos, como os brechós que são realmente brechós, feiras de comidas sem ser aquelas para turistas, exposições e barzinhos com artistas locais, cultos religiosos que acontecem naturalmente no meio da rua (assisti a um no Brooklyn em setembro/13), arquiteturas tão encantadoras quanto às grandes construções, dentre várias outras experiências espontâneas que estão disponíveis 24/7. Se for pegar referências de coisas legais para experimentar, converse com alguém em um supermercado, metrô, uma loja ou restaurante onde você estiver tomando uma cervejinha. Eles sempre tem ótimas recomendações! Ok, se preferir, vá a um Information Desk e se atualize. Nada lhe impede.
Chegando à Linda São Francisco
Ah! Não se esqueça de programar também alguns dias (pelo menos dois) para descansar antes de retornar às atividades do dia a dia, seja trabalho ou estudo. Por mais que os transportes estejam melhores e mais rápidos a cada dia, o corpo sempre sente as mudanças de ritmo, clima, comida e as longas horas nas latas de sardinha que alguns aviões ainda são (se você viaja de primeira classe, não deveria estar lendo este blog!). Sem contar checkins, conexões, subidas e descidas de aviões... Afinal, we're not getting any younger!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Abra a cabeça (e o coração!)

Experimentando em Los Angeles - CA
Quanto à hospedagem, um elemento que pode comprometer seu 13º, férias, PPR, casa, carro e RIM se você é daqueles que acha que só existem resorts e hotéis, surprise! Expanda seus horizontes, há mais vida lá fora.

Em minhas (poucas) viagens até agora encontrei pessoas maravilhosas que fizeram de minhas experiências um tesouro a ser compartilhado. Inclusive abrindo suas casas (e a si mesmos) para mim.
Um destes tesouros é a descoberta do site de intercâmbio de hospedagem e cultura COUCHSURFING (www.couchsurfing.org) que promove a disponibilização de suas casas sem custo algum por moradores locais a viajantes (na pior das hipóteses um souvenir ou um pequeno jantar de agradecimento) e com benefícios incalculáveis considerando a riqueza das trocas entre os participantes, além das dicas dos moradores de atividades menos turísticas e muito mais interessantes.
Também conheci, usei e aprovei o site AIRBNB (www.airbnb.com) que oferece hospedagens em três categorias: quarto compartilhado, quarto inteiro ou apartamento/casa inteiro a preços muito mais compensatórios, considerando que durante a viagem o mais interessante está fora das quatro paredes e que precisamos somente um local seguro para guardar nossos pertences, tomar um banho e descansar o esqueleto.
Outra opção, especialmente fora do Brasil (nossa terrinha ainda não tem um padrão confiável para esta modalidade), são os hostels: quartos, banheiros e ambientes comuns compartilhados com preços mais em conta que os tradicionais hotéis. Mas atenção: hostels têm ficado mais caros a cada dia, então vale a pena comparar com outras opções uma vez que nem todos estão preparados para o conglomerado de pessoas no mesmo quarto ao mesmo tempo; e se o preço não é tão atrativo, pra quê o sacrifício?
Certamente existe uma infinidade de outras opções de baixo custo como acampamentos, trens, trailers, até mesmo a céu aberto (sim, vulgo ruas e praças!), mas estes outros não experimentei... ainda. Conforme tenha as experiências, compartilharei.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pra quem gosta de viajar

Sonhando em Santa Mônica - CA
Olá, pessoas de espírito livre!!!

Em vias de sair em férias estou iniciando este novo projeto e pretendo, através deste blog, compartilhar experiências de viagem de baixo custo, neste caso, por algumas cidades dos Estados Unidos entre Agosto e Setembro de 2013. Pretendo também narrar as roubadas das quais vocês poderão se esquivar quando das suas viagens.

De cara já digo que um dos segredos iniciais de se viajar a baixos custos é programar (e pagar) as passagens aéreas com bastante antecedência, levando em conta riscos de futuros cancelamentos caso aconteçam contratempos (família, saúde, emprego). Porém, dependendo de seu estilo de vida e personalidade, é um risco que vale a pena correr, pois a economia pode chegar à metade, fazendo com que a viagem em si seja bem mais interessante se usar o dinheiro economizado com passeios inicialmente não programados, atividades diferentes e comidas locais.
Outra questão que reduz bem os custos, obviamente, é a escolha do período a se viajar: férias escolares (nem pensar!), épocas de grandes eventos esportivos (Olimpíadas ou Copas do Mundo), culturais (Carnaval ou Rock 'n Rio) ou religiosos (Jornada da Juventude ou Aparecida do Norte), floração das cerejeiras no Japão, Réveillon em NYC, etc., além de aumentarem os custos, lotam as hospedagens e transformam o que deveria ser um momento relaxante em um inferno de disputa de atenção e espaço.

Por hoje é só esta curta introdução pra dar o tom e o gostinho... Desejem-me sorte!